quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Japonês de 105 anos entra para o Guinness Book como o atleta mais rápido em sua categoria

Hidekichi Miyazaki imitando o gesto famoso de Usain Bolt - Foto: Reprodução Kyodo News

O Japonês Hidekichi Miyazaki, conhecido como “Golden Bolt”, entrou para o Guinness Book (Livro dos Recordes), como o atleta mais rápido do mundo na prova dos 100m rasos, categoria acima de 105 anos. O japonês cravou 42,22 segundos na prova realizada nesta quarta-feira (23/09) na cidade de Kyoto. "Não estou satisfeito com o tempo", reclamou, depois de cruzar a meta. "Ia tão devagar durante a prova que tive vontade chorar". "Talvez esteja envelhecendo um pouco", disse, com um sorriso no rosto.
Miyazaki correu todo o trajeto com passadas super elegantes, dignas de um atleta profissional. Ao término da prova, imitou a famosa pose imortalizada pelo campeão e recordista mundial dos 100m, Usain Bolt, onde recebeu posteriormente os aplausos e flores dos bisnetos  que o aguardavam emocionados na reta final. Audacioso, o japonês ainda afirmou com um sorriso no rosto: "Quero disputar uma corrida com Usain Bolt”.

Nota: Hidekichi Miyazaki entrou para o Guinness pelo fato de não haver registro oficial de nenhum tempo obtido nessa faixa etária. Em 03 de outubro de 2010, aos 100 anos, ele estabeleceu o recorde mundial da prova em sua categoria, com o tempo de 29.83s.

Na cola do japonês está o atleta brasileiro Frederico Fisher. Ele é o detentor do recorde mundial nas categorias M90 (para atletas acima de 90 anos) com o tempo de 17.53 e M95 (para atletas acima de 95 anos), com o tempo de 20.41s. Fisher ainda está em plena atividade, hoje com seus 99 anos de idade.

domingo, 6 de setembro de 2015

DESABAFO
Com o cancelamento oficial do Campeonato Sul Americano em Porto Alegre, fica evidente a atual situação financeira que o País está passando. Muitos Estados e municípios cortando verbas e o esporte está sendo muitíssimo afetado. Muitos atletas estão deixando de competir por falta de apoio e isso é uma vergonha. Na minha opinião a ABRAM não tem culpa do acorrido. Pelo contrário, fez de tudo, esgotou todas as esferas, para que o campeonato ocorresse em Porto Alegre. 
Há vários anos a frente do atletismo máster, a empresa sempre lutou pela categoria. Esses eventos sempre envolvem altas quantias e patrocínio para custear os vários setores envolvidos e, com um governo que atualmente passa por dificuldades financeiras, ficou inviável a realização do evento. Para um bom organizador de evento/campeonato, a grande realidade é: sem dinheiro e/ou patrocínio, não há evento.
Pelo que eu sei e conheço muito bem a entidade, a ABRAM não iria realizar um evento “meia-boca”, ainda mais por se tratar de um evento de porte como o sul-americano.
A grande realidade é a seguinte: O País está passando por uma enorme crise financeira. É só acompanhar o noticiário. Muitas empresas fechando suas portas. Pessoas desempregadas... e por aí vai. Já vi e presenciei muita gente falando mal de um diretor ou presidente de uma instituição/empresa... e quando teve a oportunidade de fazer parte da mesma no mesmo cargo, a pessoa “sentiu na pele” os desafios que ela julgava fácil e dias depois, praticamente “pediu pra sair”.
A ABRAM, no meu ver, fez de tudo e lutou até o final para que o campeonato fosse realizado com segurança a todos os atletas e demais dirigentes envolvidos no evento, e não tem culpa pela atual crise que afetou o Estado meses antes da realização do campeonato.
Também sou um atleta, e estou "sentindo na pele" os efeitos do cancelamento do evento. Estava me preparando muito para competir, já tinha comprado passagens, reservado hotéis, mas agora vou fazer o quê? Paciência. Vou agora em busca do meu reembolso e focar em outras competições, que aliás são muitas.
Venho de uma família de esportistas, estou no esporte desde criança e confesso a todos que já passei por muitos e muitos tropeços e situações semelhantes e até piores. Essa não é a primeira vez. Então! Bola pra frente.
E pra quem realmente é apaixonado pelo que faz, lute pelo atletismo, traga suas idéias, faça sua chapa e concorra a presidência, participe de reuniões, debates, e ajude o atletismo máster se fortalecer. Muitos atletas gostam de se aparecer, criticando, mas na hora de se candidatar, “pula fora do barco”. Muitos só querem ver o “circo pegar fogo”, tumultuando e denegrindo a imagem da empresa, criticando, acusando, ameaçando, mas não sabem como é duro trabalhar nessa área. Posso contar no dedo, quem realmente está trabalhando e batalhando em prol do atletismo máster no Brasil.
Se até o mais gabaritado atleta máster brasileiro quando sai em busca de apoio, muitas vezes não o tem. Agora imagine uma instituição de atletas máster brigando por “migalhas” num País que onde se “respira” o futebol?
Eu por aqui faço minha parte, que é divulgar todas as informações sobre o atletismo máster brasileiro, e com um detalhe: NÃO GANHO NADA PRA FAZER ISSO. Faço isso com amor, porque sou um esportista que amo o que faço e quero ver nossa categoria crescer.
Quando fui convidado pela srª Rute Velnecker para ser o diretor de publicidade e membro do Tribunal de Justiça Desportiva da ABRAM, mesmo sabendo da “bucha” que iria assumir pela frente, aceitei de imediato porque pra mim seria uma honra ser membro de uma instituição como a ABRAM, onde procuraria dar minha parcela de contribuição para o crescimento da instituição. E, diferente do que muitos andam falando por aí, sou um voluntário, NÃO GANHO SALÁRIO NA ABRAM e também NÃO VIAJO DE GRAÇA. Sempre paguei minhas inscrições, viagens, despesas, vestimentas, etc, como qualquer atleta.
Há dois anos atrás, fundei o blog www.atletismomasterbrasil.com.br, mais um canal de apoio ao atletas máster, sempre acompanhando e divulgando massivamente em primeira mão os fatos do atletismo máster brasileiro. Poucos tiveram a coragem de dedicar um tempinho sequer para elaborar um site exclusivamente dedicado ao atletismo máster brasileiro, como eu fiz. Quantas vezes deixei compromissos pessoais de lado para poder escrever, elaborar e construir folders para o site e redes sociais, para alavancar e ajudar  o nosso atletismo máster a ganhar mais adeptos. Ajudei em campanhas para atletas máster adoentados e convenci muita gente a voltar a competir e muitos me parabenizaram por isso. Tive meu trabalho reconhecido por pessoas sérias e isso me deu força pra continuar lutando pela categoria.
Para as pessoas que estão fazendo comentários ameaçadores e xingamentos generalizados num grupo do WhatsApp a membros da diretoria da ABRAM, eu só quero dizer que estou estudando os “posts” e se caso for, tomarei de imediato as devidas providências judiciais, até porque também faço parte da atual diretoria. Esse pessoal desinformado não sabe, mas meu serviço na ABRAM é voluntário, não sou assalariado, registrado, remunerado pra nada. Sou apenas o responsável pela confecção de folders, banners, e parte gráfica da empresa e junto com outros seis amigos, membro do Tribunal de Justiça Desportiva da entidade. Não lido com dinheiro, não coloco preço em coisas e também não tenho poder para decidir e aprovar campeonato e eventos. Não sou eu quem deve fazer um comunicado oficial aos atletas e instituições sobre o cancelamento do evento, até porque, não fui eu quem acompanhou os trâmites sobre a realização do campeonato sulamericano em Porto Alegre e não posso falar de uma coisa que não presenciei ou acompanhei de perto. Falo apenas daquilo que vi em "sites e comunicados oficiais". Por isso, peço para que essas pessoas, antes de desabafar e falar o que pensam nas redes sociais, tenham muita cautela com os comentários generalizados.
Quero que saibam que apesar do desgaste com o ocorrido, continuo fazendo parte da ABRAM, porque acredito que a mesma tenha ainda muito a crescer com a nova diretoria e que, apesar das dificuldades, sempre estarei lutando e trabalhando, dentro do possível, para que o atletismo máster seja mais valorizado, mais forte e esteja sempre em evidência.
Muito obrigado.

Júlio César R. Moreira
Professor, atleta, Diretor de Publicidade e membro
do Tribunal de Justiça Desportiva da ABRAM